sexta-feira, 18 de junho de 2010

Tempos bárbaros

Uma pausa nos posts do Dona Marta hoje porque uma notícia me chocou muito nesta manhã: um condenado por homicídio nos EUA foi penalizado com fuzilamento por opção do próprio réu (leia a matéria na íntegra aqui). Há 14 anos esse tipo de penalidade não acontece.

Quem acompanha o blog sabe que estudo possíveis motivos para a violência e que, apesar de explicada, tenho dificuldade em justificar a violência por pensar que no lugar da vítima poderia estar meu pai, minha mãe, meu filho, meu irmão. Sentimento humano. Mas humano também foi o que percebi como bárbaro no fuzilamento de um condenado. Concordo com a perpétua em um sistema prisional eficiente, mas não defendo a pena de morte.

Acho natural do ser humano querer a morte de quem matou uma pessoa querida. Mas (o que pode ser contraditório)onde fica a coragem para aceitar um fuzilamento? Ou uma injeção letal, ou uma cadeira elétrica...

Ainda acredito num novo começo de era. De gente fina, elegante e sincera. E quero me incluir nessa era.

Cityando lamenta

... a morte do escritor José Saramago. E recomenda a LEITURA de "Ensaio Sobre a Cegueira". Ler o livro e não ver o filme ajuda a compreender melhor a mensagem.

"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne e sangra todo dia." (José Saramago)

sábado, 5 de junho de 2010

Click Cityando

Flagrante na Conde de Bonfim, Tijuca, numa manhã qualquer. Porque passo lá todos os dias e vejo isso todos os dias. Ordem?

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Cityando está feliz...

E reproduz a notícia boa: TRE-RJ cassa mandato de Rosinha e torna Garotinho inelegível.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/05/tre-cassa-mandato-de-rosinha-e-torna-garotinho-inelegivel.html

sábado, 15 de maio de 2010

Click Cityando: Spanta Neném





UPP no Dona Marta: Primeiras impressões

Os próximos posts do Cityando serão dedicados a impressões registradas durante meu trabalho de campo no Santa Marta, sobre como a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) impactou a população do morro.



Sim, a comunidade recebe bem quem é de fora. Sim, está acostumada a ser modelo. Lá foi a primeira favela do Rio a receber a UPP, a ter um esboço de urnanização e, por isso, ser alvo da curiosidade de artistas, cineastas e acadêmicos.

Sim, a parcela pequena da população com a qual conversei é ciente de que as melhorias beneficiam mais o asfalto e menos morro. Mas, segundo eles, "temos que tirar o nosso proveito".

Sim, a fama da polícia continua ruim. E as histórias já são conhecidas por nós. Agressão verbal, física e envolvimento dos policiais com as meninas do morro.

Não, a UPP não mudou radicalmente a vida daquelas pessoas. Pelo menos, essa é a impressão inicial. De fato, o medo de uma guerra repentina não existe mais. Mas agora a comunidade convive com roubos, brigas violentas entre vizinhos e até estupro. Ninguém prefere o tráfico ou recusa a ação do Estado através da polícia. Simplesmente enxerga com racionalidade os prós e os contras.

E segue a vida de batalha.